Esta Noite Dançamos - Capitulo 31

Olá meninas :D

Bem, devo dizer que este é um capitulo muito especial. Finalmente aqueles dois (Tom e Ana) admitem o que sentem um pelo outro :) Só espero que gostem.

Kisses* <3

 

Fora do Hotel fazia frio. Tom abraçou-a fortemente, quando sentiu o seu corpo tremer.

- Eu sei que está frio, Ana, mas não ao ponto de tremeres assim! – comentou Tom enquanto a levava para o carro.

- Isso é porque não tens sangue português. Os portugueses estão habituados ao calor! É uma noite de Verão e está quase tanto frio como uma noite de Inverno em Portugal… Nem quero imaginar como será aqui o Inverno… Definitivamente acho que não aguentava! – indagou ela, fazendo um expressão de horror só de pensar.

- Se eu te aquecesse todas as noites, aguentavas! – disse Tom deliciadamente. Nesse momento abriu o carro e atirou-a para o banco de trás. Caiu sobre ela violentamente. Antes de a beijar novamente, olhou-a nos olhos e acariciou o seu moreno rosto. Os seus lábios esperavam ansiosos por voltar o tocar nos lábios delicados dela. Nada disseram um ao outro, apenas observavam e sentiam. Tom começou a desapertar-lhe a sua camisa de pijama. Ela sentia-se absolutamente excitada e não se conseguia manter parada. Beijava-o desesperadamente e puxava-o fortemente contra si, tentando que o seu coração embatesse no dela. Em poucos minutos ambos ficaram nus. Ele navegou todo o corpo dela, descobrindo cada ponta, cada sinal, cada canto. Ela cheirava a algo secreto, a sedução, concluiu ele. Aquilo fazia-o vibrar, fazia-o incendiar ao máximo. Com ela, sentia prazer e encontrava-o não só em todas as partes do corpo dela, como no próprio coração.

A mente da Ana estava uma roda viva de sentimentos, mas uma coisa tinha a certeza naquele momento, tinha certeza que o queria, mais do que qualquer outra pessoa.

 

Depois de três ‘viagens’ doidas dentro do corpo dela, finalmente decidiram parar, tentando que os seus corações acalmassem toda a euforia que sentiam e transmitiam um ao outro. Abraçaram ambos os corpos naquele pequeno espaço. O cobertor confortava-os e aconchegava-os. Ana tinha a cabeça sobre o peito de Tom e naquele silêncio doce tentou ouvir o seu coração bater, enquanto ele lhe mexia meigamente nos seus perfumados cabelos.

- Porque é que és diferente? – questionou ele com um suave sorriso nos lábios.

- Define “diferente”. – Pediu ela levantando a cabeça e colando os seus lábios aos dele.

-Bem, - começou, fazendo uma pausa para descodificar aquele olhar misterioso dela. – Alguém com quem eu não me controlo, alguém que eu desejo profundamente, alguém que me faz sentir coisas que eu nunca senti, alguém que me faz sentir muito além do famoso guitarrista dos Tokio Hotel, alguém que consegue a minha confiança, alguém por quem eu ia ao fim do mundo, alguém que me faz perceber quando estou errado, alguém a quem eu não quero magoar, alguém com quem eu quero partilhar tudo, alguém com quem eu faço muito além de sexo, faço amor, alguém que trouxe significado da palavra ‘amor’ à minha vida, alguém que eu não quero perder, alguém que me prende a ela, alguém que me deixa louco, alguém por quem eu largaria tudo, alguém que me faz sentir eu próprio, alguém que me faz sentir que a minha fama de “Bad Boy” não faz absolutamente nenhum sentido na minha vida, alguém que me deixa assim, sentimentalista e sensível…

- E eu faço isso tudo? – perguntou Ana franzindo os olhos. Ela própria estava surpreendida com o que tinha acabado de ouvir. – Juro que não faço de propósito! - brincou ela.

- Não sejas parvinha… Eu gosto que me faças isso tudo, gosto até demais. – Levou o rosto dela ao dele e beijou-a calmamente - Sabes? Acho seriamente que te amo!

Ela sorriu-lhe docemente e antes de falar o seu coração bateu forte.

- Boa, porque eu também tenho a sensação que te amo... - disse-lhe ela de uma maneira tímida, mas que ele adorava.

Invadiu no corpo de Tom uma felicidade, um preenchimento total. Na primeira vez na vida, sentia-se completo, absolutamente completo.

- Namora comigo! – pediu ele, apanhando-a de surpresa. De certo modo viu à frente dele um rosto assustado com aquela ideia.

- O quê? Namorar? Tom, não sei se… quer dizer, não me parece de todo boa ideia. – replicou ela afastando um pouco o seu corpo do dele.

- Tens medo, é isso?

- Medo? Medo de quê? De um compromisso contigo? Claro que não! – defendeu-se ela rapidamente e olhando seriamente para ele. Depois, por breves segundos reflectiu e suspirou. – Talvez. – suspirou novamente, mas desta vez ainda mais profundamente. – Sim, eu tenho medo! – acabou por admitir.

- Eu também tenho, mas eu quero-te tanto que o meu medo deixa de ter qualquer importância. Tu és a minha vida, fica comigo, por favor!

- Tom, talvez ‘namorar’ seja uma palavra muito forte e séria neste momento, eu prefiro ir com calma… Eu sei lá se tu não me trais com o primeiro rabo de saia que encontrares… - interferiu ela tentado livrar-se daquele ambiente pressionado.

Tom riu-se.

- Eu amo-te, Ana. Eu amo-te como nunca amei ninguém. Eu amo-te como nunca pensei que fosse possível amar. Estou a dizer estas coisas e sinto-me um parvo por estar a implorar por uma rapariga, coisa que nunca fiz, mas eu não me importo nada de passar a minha vida a sentir-me parvo desde que tu estejas comigo. – ele fitou o olhar trémulo dela. Sentiu uma enorme insegurança nela em relação àquilo e decidiu pô-la à vontade. – Ana, se queres ir com calma, eu respeito. Não me importo nada, se isso for o melhor para ti!

- Obrigada! – disse ela beijando-o delicadamente. – Isso significa muito para mim!

Ela sentia o amor dele apenas com um toque, um olhar, um carinho. Naquele momento o corpo deles era formado por algo invisível mas por algo tão maravilhoso e imponente: a paixão. Acabaram por adormecer entrelaçados um num outro. Ali os seus corpos formavam uma só alma. Uma alma pura, verdadeira e indestrutível.

 

Na manhã seguinte, Tom e Ana acordaram com um bater no vidro do carro. Viam duas sombras, mas não as conseguiam distinguir, pois os vidros estavam embaciados. Tom esticou um braço e com a mão limpou o centro do vidro e sorriu. Abriu o vidro e mostrou uma cara de ensonado, mas um ensonado feliz.

- Bom dia meninos! Eu nem pergunto o que se passou aqui! – cumprimentou Maria perversamente.

- Vocês são malucos? Dormiram no carro? E pelo que me parece debaixo desse cobertor vocês os dois estão nus. Perderam o juízo? – perguntou Bill meio confuso com aquilo e talvez meio chocado.

- O Mundo é bonito, não é? – perguntou Tom com um sorriso parvo estampado na cara.

- Ana que lhe fizeste? Parece que acabou de ter uma lavagem cerebral e que ainda está anestesiado. – Bill nunca vira assim o seu gémeo, ele estava absolutamente noutro mundo.

Ana riu-se.

- Bem, só lhe fiz umas cócegas! – disse ela na brincadeira, quando é arrebatada com um longo beijo de Tom.

Bill e Maria deixaram escapar um gemido de admiração. Finalmente aqueles dois estavam juntos, ou assim parecia. Nem queriam acreditar no que estavam a ver e para festejar beijaram-se também. Foi um beijo rápido, mas enfeitiçado. Quando voltaram a olhar para Ana e Tom, repararam que ainda se beijavam calorosamente

- Hey, podem parar? Nós estamos aqui… Tenham respeito e façam essas cenas sozinhos, sim? – pediu Bill a rir-se da situação.

- Sim, é melhor! – Concordou Ana fazendo um esgar e afastando lentamente Tom de si.

- Bem, eu e o Bill íamos tomar o pequeno-almoço, querem vir? – interpelou Maria entusiasmada.

- Sim! – disse rapidamente Tom. – Estou com uma larica!

- Eu também estou com fome! – consentiu Ana. – Só temos que nos vestir. Dão-nos licença? – perguntou ela e começando a fechar o vidro.

feito por danceandtokiohotel às 17:28 | link do post