#2, Unspoken

Já não venho aqui há mais ou menos 1 mês, mas a verdade é que não há tempo... Talvez só apareça aqui outra vez (para postar), só nas férias da páscoa, é que estou a abarrotar de testes e trabalhos e é impossivel. Até lá irei comentar toda a gente que conseguir. Peço desculpa por não vos estar a seguir assiduamente, mas é mesmo complicado... Prometo que me vou esforçar para conseguir ver tudo o que perdi. Agora deixo-vos o capitulo 2 de Unspoken. Espero que gostem... Obrigada pela aderencia <3

 

“Continuas a mesma pedra dura…”

Fez silêncio, tentando que a fera acalma-se. Aquela casa era diferente, nova. Nunca ali tinha estado, mas era uma casa simpática, aberta, luminosa e com estilo.

- Não sabia que tinham mudado de casa… - comentou ele, tentando que ela se descose-se e disse-se a razão de o terem feito, mas ela não falou. Nem sequer abriu a boca para respirar. – O teu irmão? – perguntou por fim.

- Não está… Saiu! – disse sem querer dar-lhe conversa. Por ela, ele já tinha saído dali pelos tomates, mas sabia que o seu irmão iria ficar contente por vê-lo e na sua mente tentou controlar-se.

Tom reconheceu algo, na mesinha de cabeceira dela… Pegou naquela moldura que ele próprio lhe oferecera e viu uma fotografia com ela a sorrir magicamente e com um rapaz de uns enormes olhos verdes. – Quando te dei esta moldura, tu poses-te uma fotografia minha e tua. Quem é este? Amigo? – perguntou fitando-a e vendo o ar surpreendido que ela tentou disfarçar. Supôs que fosse por ele se lembrar que fora ele que lhe oferecera a moldura.

- Namorado. – informou voltando-lhe as costas e começando a arrumar a sua pequena secretária.

- Não perdes-te tempo… - comentou ele forçando um sorriso.

- Como tu disses-te já passaram três anos e nem sei porque é que me estás a criticar, sendo que tu tens uma lista bastante extensa das gajas que comes-te e enganas-te! Afinal tu és o tão famoso Tom Kaulitz…– vociferou ela cinicamente as últimas palavras. Ele sabia que ela disse aquilo sem querer saber onde o atingiria, sem mínima pena dele. Ele apenas sorriu, como forma de protecção.

Nesse momento, ouviram uma voz sem ser a deles próprios.

- Cathy? A porta estava aberta e eu entrei. Espero que não te importes. – observou melhor aquele rapaz alto e de tranças e arregalou os olhos – Oh meu deus! Tu és o Tom Kaul… - e sem acabar a frase, caiu no chão desmaiando. Ana correu para ela tentando pegar nela ao colo para deitá-la na cama, mas era demasiado pesada.

- E se parasses de olhar para as minhas pernas e me viesses ajudar? – perguntou ela a bufar e matando-o com o olhar.

Tom abanou a cabeça, como estivesse a despertar de um momento de transe. Olhou para a cara furiosa de Cathy e fez o que ela pediu. Pegou na rapariga e pousou-a na cama cuidadosamente.

- Quem é esta? – perguntou ele.

- A minha melhor amiga… - respondeu rapidamente – Vou buscar um copo de água com açúcar. – olhou-o seriamente e muito perto dele – E para a próxima fecha a porta, parvalhão! – e saiu. Ele seguiu-a, observando sempre aquelas pernas dela a movimentarem-se à frente dele. – Estás a irritar-me profundamente, Tom. Pára de me seguir… - disse sem olhar para trás e chegando à cozinha.

- Continuas a mesma pedra dura… - comentou ele a sorrir.

- Pois, mas isso não te impediu de me levares para a cama… - atirou ela bruscamente. – Dá-me o açúcar. Está naquela gaveta… - pediu.

- Pois não. Nada me impediria de o fazer. Eu estava doido por ti, Cathy! Havia alturas em que sentia que morreria de inanição se não conseguisse dar-te uma dentada… - disse vendo a irritação no olhar dela a aumentar cada vez mais. – Toma! – deu-lhe o açúcar.

- Estavas doido para fazer sexo comigo, mas quando decidis-te que ias embora, já não estavas doido por mim. Nem sequer pensas-te em mim… - proferiu ela enquanto mexia a água e o açúcar com a ajuda de uma colher.

- Isso não é verdade… Tu estavas a estudar, Caramba… - Na verdade, sempre pensou que ela merecia mais do que ele, muito mais do que ele.

- E ainda estudo… - disse ela saindo rapidamente da cozinha com o copo na mão. Enquanto passava pela sala viu a porta a abrir-se.

- Cathy, cheguei! – avisou ele enquanto fechava a porta.

- Bom dia Josh! – disse com um sorriso – Tens uma visitinha inesperada. Eu vou lá para cima, a Mary desmaiou…

- Uma visita? – perguntou a ele próprio até reconhecer aquele rapaz. Agora não era um rapaz, mas sim um homem. Alto, com postura e a sorrir - Tom? – disse correndo e dando-lhe um abraço intenso cheio de saudade.

feito por danceandtokiohotel às 19:23 | link do post