Esta Noite Dançamos - Capitulo 33

Hi! Espero que tenham passado um bom Natal ;) Aqui fica mais um capitulo da minha fic. A Ana fica muito magoada com Tom, mas vai haver alguém que a quer ver feliz...

Espero que gostem ;D

 

Ana nem queria acreditar no que estava a ler. «Como é que ele não me contou nada?», era a única coisa que a sua mente perguntava. Não sabia o que fazer naquele momento, nem o que sentir. A única coisa que lhe apetecia era ligar-lhe e dar-lhe um sermão de meia hora pelo telefone, mas conteve-se. Respirou fundo e de repente veio-lhe à mente as palavras dele nessa noite “Deixa-me ficar aqui, hoje eu preciso disso, hoje preciso de ficar contigo!”, ali percebeu tudo. Percebeu também aquela cara tristonha de Bill quando convidou Maria para jantar, se calhar foi para lhe dar a notícia. «Claro, a Maria!», pensou instantaneamente. Supôs que ela estivesse no quarto dos gémeos e foi lá ter.

Bateu à porta impaciente.

- Bom dia, Ana! – disse Maria com cara de quem tinha acabado de acordar. – Entra! Que cara é essa? – perguntou ela.

- Bom dia, Maria. Eles foram mesmo para o Chile? – perguntou querendo ir directa ao assunto.

- Nem me digas nada, quando o Bill me disse nem queria acreditar. De certeza que se passou a mesma coisa quando o Tom te disse, não?

- Quando o Tom me disse? Ele disse-me antes de partir e por uma porcaria de uma carta que nem se explica em termos. Lê! – pediu Ana entregando a carta a Maria.

- Ana de certeza que não foi por mal… - comentou Maria acabando de ler a carta.

- Não foi por mal? Por favor, ele vai para o fim do mundo e não me avisa? Eu sei que ontem estava cansada, mas isso não interessa, ele podia ter-me dito. Nem sequer me despedi dele, Maria. E eu sei lá o tempo que ele vais ficar lá, nem ele sabe…

- Pois… Bem, eu não sei muito bem o que te dizer! Ele não te queria chatear com isso e se calhar ontem viu-te tão cansada que não teve coragem de te contar uma coisa tão séria…

- Maria isso não é desculpa! – respondeu Ana magoada com aquilo tudo – Ainda por cima diz que quer namorar comigo e nem sequer é capaz de me dizer que vai para o Chile por tempo indeterminado.

- Tem calma Ana e não ponhas as coisas nesses termos. Dá-lhe uma oportunidade de se redimir…

- Olha nem quero pensar nem falar mais nisso. Apetece-me enterrar-me em compras, vens comigo? Talvez esqueça o assunto por algumas horas… Preciso de me acalmar, mesmo…

- Claro, dá-me só dois segundos.

 

Há muito tempo que as duas não saíam sozinhas e que se perdiam a comprar roupa. Passaram a tarde toda em compras e mais compras. Chegaram a casa carregadas e cansadas. Maria decidiu ir tomar banho, enquanto que a Ana deitou-se na cama e ligou a televisão para se entreter. Estava a dar um documentário sobre animais selvagens e até começou a dar atenção àquilo quando ouviu o seu telemóvel a vibrar no seu bolso direito das calças. Tirou-o e atendeu sem reparar no nome que aparecia no ecrã.

- Sim? – disse ela sem tirar o olhar da televisão.

- Olá… - disse-lhe uma voz insegura. Nesse momento Ana baixou o olhar e fechou os olhos, abrindo-os no momento a seguir.

- Que queres, Tom? – perguntou ela sem tentar mostrar qualquer interesse em falar com ele.

- Falar contigo! – respondeu-lhe ele do outro lado.

- Então fala…

- Eu sei que estás chateada comigo! – indagou ele percebendo isso pelo modo estéril com que ela falava.

- Tenho razões para estar, Tom? – perguntou ela testando a paciência dele.

- Desculpa, Ana…

- Começo a ficar um pouco farta das tuas desculpas constantes, Tom. Isto também não é conversa para se ter ao telefone. Quando voltas?

- Ainda não sei. Amanhã temos o concerto aqui e depois temos que dar uma séries de entrevistas. Talvez cinco dias. Eu vou fazer de tudo para estar aí para a vossa actuação. – fez uma pequena e asfixiante pausa – Tenho saudades tuas!

- Cinco dias? Bem, eu aviso a Maria. Se não queres mais nada, vou desligar…

- Espera… - pediu ele rapidamente.

- Que foi? – perguntou ela transmitindo na sua voz impaciência.

- Diz que me amas…

- Tom, adeus! Boa sorte lá para o concerto e para as entrevistas. Manda beijinhos ao resto do grupo.

- Estás mesmo chateada comigo, não estás?

- Tom tu estás no Chile e não me disses-te nada, como é que queres que eu esteja? E eu não estou chateada, estou magoada com alguém que diz que me ama e nem sequer me diz que vai para o outro lado do oceano!

- E eu amo-te, mas eu sabia que tu não ias gostar muito da ideia e não te quis magoar.

- Ah e pensas que me dizer tudo por uma carta não me ia magoar tanto? Enganaste-te profundamente. Magoou-me mil vezes mais. Olha não me apetece falar mais sobre isto, ok? Quando voltares, falamos melhor… Adeus, Tom…

- Adeus, amo-te minha princ…… - Ana não conseguiu ouvir mais nada e desligou a chamada antes de ele ter acabado de falar. Sentia-se realmente magoada naquele momento para o ouvir a dizer aquelas coisas.

 

Depois de dois dias desde a partida da banda já ninguém aturava a Maria. Passava o dia a dizer que tinha saudades do Bill e que já não aguentava mais estar longe dele. Ana também tinha saudades do Tom, mas nunca o pronunciara, ainda se sentia magoada. Nesses dois dias o seu telemóvel encheu-se de mensagens e chamadas perdidas dele. Ela não respondeu a nada, queria que ele percebesse que não brinca assim com os sentimentos dela.

 

- Ana, o Richard já chegou! Anda ensaiar… - chamou Maria enquanto Ana lavava os dentes na casa de banho.

 

No ensaio começaram a organizar ideias e coreografias. Faltavam três dias para a actuação e basicamente não tinham nada preparado. Nunca se tinham atrasado tanto, talvez esse atraso se devesse a um novo membro do grupo e a fase de adaptação não fosse propriamente de um dia para o outro. Ensaiaram arduamente durante o dia inteiro com poucos e pequenos intervalos.

- Eh espera, Ana! – pediu Richard ao sair do estúdio com uma tolha na mão.

- Sim?

- Passa-se alguma coisa? Tens andado estranha! Pareces triste e isso não é normal… És uma pessoa extremamente alegre… - disse-lhe a ela com um leve sorriso na cara.

- Oh está tudo bem, não te preocupes! Mas obrigada pela observação. – respondeu ela olhando-o pausadamente.

- Não está nada tudo bem… Até podes não me querer dizer o que se passa, mas eu não te vou deixar continuar assim. Já fizeste muito por mim, agora é a minha vez de retribuir. Vamo-nos divertir os dois, esta noite! Queres ir aonde?

- Não me apetece sair, estou cansada…

- Então amanhã não te escapas…

- Amanhã? Oh, não sei… Neste momento não sou propriamente a melhor companhia do mundo! – informou ela com um rosto entristecido.

- És, és garanto-te. Amanhã venho buscar-te de manhã. Vais ver que te vais divertir…

- Obrigada, Richard, não era preciso, mas talvez seja mesmo isso o que estou a precisar… - disse despedindo-se carinhosamente dele.

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