Esta Noite Dançamos - Capitulo 29

E aqui está mais uma capitulo :D Bem, tirem vocês a vossa opinião... Kiss*

Ah, é verdade, comecei a escrever outra fanic, completamente diferente do que costumo escrever... Ainda só vou no 3º capítulo, por isso não sei o que é que vai a minha imaginação fazer dela!

Se até gostar do resultado, posto-a aqui depois desta fanic acabar... Pode ser? ;)

 

Segundos depois de Tom falar ouviu-se um som extremamente bonito, onde se ouvia especialmente um violino. Todo o espaço ficou escuro e duas luzes foram apontadas para dois panos opostos. Num primeiro observava-se uma rapariga extremamente bonita, vestida de branco, com um arco prateado sobreposto na cabeça e tinha nas costas umas pequenas asas. Estava presa no ar por um dos panos. Num segundo pano, estava um rapaz, vestido inteiramente de preto e também tinha umas pequenas asas. Estava suspenso delicadamente no próprio pano. Ambos começaram a balançar nos panos até encontrarem-se fisicamente. Desceram juntos para o chão do palco e finalmente o publico conseguiu distinguir aquelas duas caras majestosas. Era Ana e Filipe. Ambos começaram a dançar mostrando todas as linhas corporais absolutamente perfeitas e sincronizadas. Aquela dança tinha uma história. Era o anjo branco e o anjo preto. A dança delicada e flexível representava um amor impossível, quase como Romeu e Julieta. Se na primeira actuação eles representavam o selvagem, nesta actuação eles eram subtis e majestosos nos seus passos de ballet. Enquanto Ana e Filipe dançavam no plano do palco havia mais três anjos que se movimentavam magnificamente nos panos fazendo acrobacias tão bonitas como a dança. Estes eram a Maria, o João e o Pedro. Foram cinco minutos de sonho para o público. No final da actuação o grupo foi aplaudido tão intensamente como mais nenhum grupo tinha sido até agora.

 

Depois de todos os grupos actuarem estava na hora da expulsão de três grupos. De nove grupos, agora só ficariam seis grupos. Por felicidade de todos, o júri manteve o grupo da Ana e da Maria na corrida para o grande prémio. Também mantiveram o grupo da Sylvia.

 

Ana e Maria estavam nos bastidores, cada uma com um sorriso aberto de felicidade.

- Nem parece que isto está a acontecer! É incrível… Nós ficamos! – Explodiu Maria de alegria e abraçando intensamente a amiga.

- Sim, ficamos! É quase como um sonho… - disse Ana sorrindo.

- E não é? – perguntou um voz masculina por trás delas. Ambas voltaram-se para ver quem era.

- Bill? – retorquiu Maria esplêndida – Tu vieste…

- Claro, achas que não ia ver a minha namorada? – perguntou beijando-a intensamente – Eu não me esqueço de ti… Parabéns, foste perfeita!

- Obrigada! – Maria e Bill encontravam-se abraçados, as saudades eram muitas.

- O Tom veio? – perguntou Ana a medo.

- Sim… Ele vinha agora comigo, mas encontrou alguém…

- Alguém? – retorquiu Ana.

- A Sylvia… - Bill reparou no brilho dos olhos de Ana a extinguir-se. – Desculpa!

- De quê? Não há problema nenhum de ele estar com ela… - mentiu Ana ao seu próprio coração.

Houve um pequeno e sufocante momento de silêncio. Nesse momento apareceu Tom.

- Parabéns! Conseguiram passar à fase seguinte! – disse ele sorrindo.

Ana fitou-o demoradamente. Sentia-o distante, ele estava ali e parecia que nem sequer tinha reparado nela. Uma coisa teve a certeza, que não valia perder tempo com ele. Nem valia perder mais tempo a pensar nele.

- Bem, isto merece festa, afinal isto é meio caminho andado para o primeiro lugar! – comentou Bill de repente e abstraindo Ana dos seus pensamentos. – Vamos todos à discoteca! Está decidido…

 

Depois de uma viagem curta, chegaram e dirigiram-se à entrada. Ana petrificou quando reparou numa figura loira.

- Sylvia? – perguntou ela surpreendida.

- Oh… Vocês também vieram aqui? Que coincidência! – disse Sylvia com uma cara de admirada.

- Coincidência? Chama-lhe o que quiseres, mas é tudo menos coincidência! Tu só vieste porque sabias que vinha-mos aqui… És mesmo cabra!

- É assim que se fala com ela, Ana? Ela não te fez mal nenhum! Como é que ela poderia saber que vinha-mos aqui…– retorquiu Tom em defesa de Sylvia.

- Tu ainda estás a defende-la? Como és capaz? Sabes perfeitamente que eu tenho razão… Ela veio atrás de ti, Tom e de alguma maneira ela soube que vínhamos aqui, eu não sou parva!

- Porquê essa complicação toda? Ela incomoda-te assim tanto? E se ela veio atrás de mim, isso não tem nada a ver contigo. Porque é que estás assim tão furiosa? São ciúmes? – exasperou ele tentado provocá-la.

Ana não respondeu, limitou-se a entrar dentro da discoteca dando um encontrão a Tom.

 

Ana viu e observou. Estava junto de Bill e Maria a olhar para a pista de dança. Lá, estava Sylvia com Tom, onde ela o apalpou quanto quis. Aquela era sem dúvida a cabra mais cabra que ela conhecera.

De repente apeteceu-lhe beber alguma coisa.

- Maria, vou ali ao bar…- informou ela - Queres alguma coisa?

- Não, obrigada. Não te demores!

 

Ana passou por aquela gente toda bêbeda e eufórica até que conseguiu chegar ao bar inteira.

- Era um cocktail de pêssego, por favor! – pediu ela. A música estava exageradamente alta, ou então era a cabeça dela que já não aguentava mais aquilo. Enquanto esperava pela bebida, sentiu alguém tocar-lhe nas costas.

- Olá Ana! – Cumprimentou o rapaz bonito que lhe tocara.

- Olá… Heihh, tu não és o rapaz simpático do grupo da Sylvia? O Richard? Nunca mais falamos desde a última actuação.

- Fico contente que ainda te lembres de mim… - disse ele com um sorriso nos lábios – Pois, realmente não falamos à muito! Bem, devo dizer que a vossa dança foi muito bonita… Fogo, tu danças lindamente rapariga!

- Obrigada, tu também danças bem… Bastante bem, até! – Ana mostrou um sorriso leve mas verdadeiro – Não é horrível estarmos a falar a gritar para poder-mos ouvir-nos neste barulho irritante?

 

Maria começou a ficar inquieta e Bill percebeu isso.

- Estás bem? – perguntou ele preocupado.

- A Ana, ela foi ao bar para aí à meia hora e nunca mais apareceu… Vou ver se a vejo!

Bill acompanhou Maria e rondaram a discoteca à procura dela e não a encontraram. Foram à pista de dança para perguntar a Tom e a Sylvia.

- Desculpem incomodar! – disse Maria descolando os corpos deles – Vocês por acaso viram a Ana? Já a procurei por todo o lado e não a encontro!

- Outra vez? – perguntou Tom impaciente – Essa miúda deve gostar que uma pessoa se mate à procura dela.

- Se calhar só está a fazer isso para chamar as atenções! Não liguem… – comentou Sylvia cinicamente colando novamente o seu corpo ao do Tom e continuando a dançar.

- Tu cala-te! – retorquiu Maria irritada - Não tens nada a haver com isso… e ela não é como tu! Façam o que quiserem, mas eu vou procura-la…

Sem pensar todos seguiram Maria e começou novamente a busca de Ana.

feito por danceandtokiohotel às 15:00 | link do post | mimar