Esta Noite Dançamos - Capitulo 27

Bem, o que há para dizer sobre este capitulo? Como todas já sabiam o Tom vai procurar Ana... Prometo que ele desta vez vai tratá-la com carinho! ;D

 

Tom vagueou toda aquela área da cidade de carro e como não teve nem uma pista da Ana, decidiu estacionar o carro e procura-la a pé. Eram já 4 e meia da manhã! A única coisa que encontrou foi grupos de jovens a sair das discotecas bêbedos e a cair para os lados. Como não queria ser reconhecido pôs o capucho na cabeça tapando-lhe parcialmente a sua cara de celebridade. Andou horas e horas de um lado para o outro e nenhum sinal dela. Sem se aperceber já amanhecia. Sentia-se cansado e já sem esperança de a encontrar. Martirizava-se em todos os minutos pelas coisas horrorosas que lhe dissera. Sentia a sua consciência mais pesada que o próprio corpo. Entrou no carro, encostou lentamente a cabeça ao banco e fechou os olhos por poucos segundos, tentando perceber o que ia fazer a seguir. Teve uma enorme e repentina vontade de ir à praia e acalmar-se com as vozes doces do mar. Ligou o motor e conduziu perigosamente rápido. Estacionou o carro à frente do primeiro passadiço que encontrou. Reparara que fazia frio, apesar de ainda ser Agosto. Enquanto passava no meio das dunas começou a avistar o mar… Estava calmo e sereno. Parou de repente quando distinguiu uma figura no meio do areal. Estava sentada, curvada sobre os joelhos e apesar de estar a bastantes metros de distância, Tom repara que ela tremia de frio. Sem pensar correu para tentar alcançar aquele corpo. Tom tirou o seu casaco e pousou-o nas costas dela. Ela sobressaltou-se quando sentiu aquele toque nas suas costelas. Virou o seu rosto e com os seus olhos vermelhos e molhados identificou Tom. Não disse uma única palavra, limitou-se a voltar a olhar o mar.

Ele sentou-se ao lado dela silenciosamente.

- Passas-te aqui a noite, Ana? – perguntou Tom preocupado.

Ela não respondeu. Olhava para o mar sereno, mas sentia o peso do olhar de Tom sobre o rosto molhado dela.

- Eu fui uma besta, Ana! Tu tens razão, eu sou um idiota! Eu não devia ter dito aquelas coisas, e nem imaginas como estou arrependido… Não sei o que se passou para te dizer aquilo, não sei mesmo… Descontrolei-me e fiquei bastante perturbado com isso! Eu conheço-me e controlo-me, mas naquele momento foi tudo estranho e confuso. Ainda é tudo estranho e confuso! – Tom fez uma pausa e suspirou, ele tal como ela, olhava o mar – Não sei o que se passa comigo! Dou por mim a duvidar de mim próprio… Isso nunca aconteceu, Ana! Eu sempre soube o que sou, o que quero, o que sinto, eu sempre soube controlar os meus próprios sentimentos, às vezes até demais, e agora? Agora não sei nada disso… e isso assusta-me! – Tom começou a mergulhar os seus dedos na areia fria.

- Porque é que me estás a dizer isso, Tom? Isso é contigo, não comigo! – Interrogou ela sem desviar o seu olhar tremido do mar.

- Porque se calhar até é contigo… Eu sei, eu sinto que tu tens alguma coisa a haver com isto, só no sei como e quanto é que tu tens a haver com tudo isto!

- Agora a culpa de tu estares a bater mal contigo próprio é minha? – desta vez ela olhou-o exasperadamente – Vai dar uma volta, Tom e deixa-me em paz!

- Eu não estou a dizer que a culpa é tua… Eu só estou a dizer que… - Tom observou-a pausadamente. Transmitia um rosto cansado e um olhar magoado. De repente ambos sentiram uma brisa fria por entre os corpos e estremeceram. – Esquece! Vamos mas é embora daqui… Está bastante frio e tu precisas de descansar! – Ana levantou-se vagarosamente, mas ficou sem forças e caiu. Era normal, ela andou a pé durante bastante tempo e depois sem saber muito bem como, foi parar àquela praia deserta. Não dormiu nem sequer durante 10 minutos. Ela estava exausta e não era só fisicamente. Mentalmente estava esgotada… Passara a noite a pensar e a chorar. Nunca aceitou muito bem a morte do melhor amigo e nunca conseguiu ultrapassa-la, portanto falar-lhe daquilo ou pensar naquilo era como a torturassem. Tom pegou nela ao colo carinhosamente.

- Como tu estás, Ana! – ele sentia o corpo dela a tremer severamente sobre os seus braços e o seu peito – Calma, no carro está mais quente! Estamos a chegar…

Tom sentou-a no lugar ao lado do condutor, de seguida foi à mala do carro e tirou de lá um cobertor (ele gostava sempre de ter um cobertor no carro, mas nunca soube muito bem para quê ou porquê, talvez fosse apenas uma mania). Enrolou-o sobre o corpo dela e antes de ir para a frente do guiador deu-lhe um beijo na testa.

- Estás melhor? – perguntou Tom ligando o motor do carro.

- Sim, estou… Mas não penses que por isto te vou desculpar… As tuas palavras ainda me estão entaladas! Foste muito frio…

- Eu sei, mas eu não sabia das circunstâncias! – Tom conduzia calmamente e aliviado por tê-la com ele. - Já agora, não sei se te interessa saber isto, mas queria que isto ficasse esclarecido: eu não me arrependo nada de ter desejado ardentemente fazer sexo contigo e muito menos de ter feito sexo contigo…

- Eu sei! – respondeu-lhe ela com um sorriso tarado e com a cabeça encostada no banco.

- És mesmo convencida! – retorquiu ele sorrindo também.

- Parece que ando a aprender contigo!

Tom não respondeu, apenas lhe mostrou uma careta engraçada e com uma mão aconchegou-lhe ainda mais o cobertor.

- Eh Tom! Eu estou bem, não estou a morrer… - disse ela mostrando um suave sorriso nos lábios.

- Mas é que parece, já olhas-te bem para ti?

- Não sejas parvo! És tão exagerado… Só estou com cara de cansada, mais nada! – Ana encostou a sua cabeça ao vidro e viajou descansadamente nos seus sonhos. Tom apreciava aquilo admiravelmente. Ela parecia um anjo a dormir… Era soberba e encantadora. Tom estacionou o carro em frente ao hotel… Não a queria acordar, ela parecia estar a desfrutar daquele sono como nunca, por isso esperou no carro com ela. Nem sequer cinco minutos tinham passados quando ela despertou.

- Oh, já chegamos! – observou ela quando abriu os seus olhos e olhou sobre o vidro.

- Não te queria acordar, parecia que estavas a dormir tão bem!

- E até estava, mas uma cama é sempre mais confortável… - Ana saiu do carro ainda enrolada no cobertor. Caminharam ambos em silêncio e já dentro do hotel Tom falou:

- O nosso plano resultou! Eles namoram… O Bill e a Maria!

Ana parou, nem queria acreditar no que estava a ouvir.

- A sério? Que boa noticia! Estou tão contente! Estou morta para falar com eles. Vamos rápido! – ela começou a correr que nem uma louca pelo corredor.

- Afinal não estavas nada a morrer! Estás até bastante bem para estares aí aos saltos! – exclamou ele tentando alcança-la…

- Eu disse-te que não estava a morrer! – respondeu-lhe ela a sorrir.

Ana entrou no quarto e viu Maria e Bill. Quando deu por ela estava a ser abafada com abraços exageradamente fortes.

- Calma! Querem que eu morra de vez?

- Oh Ana, estava tão preocupada… Nem imaginas! Estás bem? Pareces tão cansada. – perguntou Maria impaciente.

- Já vou dormir! – Ana olhou perversamente para Maria e de seguida para Bill. – Ouvi dizer que se renderam ao amor, é verdade?

- Ana, tu estás num estado lastimável, passas-te a noite sozinha, sem dar notícias e a primeira coisa que tu fazes é perguntar por nós? – Bill falava franzindo o olho.

- Billyzinho fica já a saber que essa noticia já animou o meu dia! E ainda por cima, acho que tenho o direito de saber, porque se não fosse eu e a minha esplêndida cabeça vocês a esta hora ainda estavam só na parte do “falo com ele(a), ou não falo com ele(a)?”.

- E o ajudante não conta? – perguntou Tom apreciando toda aquela conversa com as costas encostadas na porta.

- O ajudante não fez lá muita coisa… - respondeu-lhe ela, sorrindo.

- Não sejas má, Ana! – retorquiu Maria abraçando Tom – O ajudante cumpriu com a sua palavra!

- Que palavra? – perguntou curiosa Ana.

- Ele prometeu que te trazia de volta, custasse o que custasse!

 

Obrigada a todas pelos comentários! Este fim-de-semana vou encher-vos de comentários, I PROMISSE! ;D

 

 

 

feito por danceandtokiohotel às 18:13 | link do post | mimar