Esta Noite Dançamos - Capitulo 17

Afinal postei mais cedo do que pensei :D Obrigada pelos comentários ao outro cap :) Não há leitoras mais queridas do que vocês! Aqui fica mais um cap que promete aquecer x)

 

Na manhã seguinte Bill acordou cedo. Tomou um banho rápido, vestiu-se, tomou o pequeno-almoço e o seu irmão ainda estava na cama a dormir.

- Tom? Estás a gozar comigo? Acorda... - Gritou ele reparando que Tom nem reagiu aos seus chamamentos - Tom? TOM... - gritou agora ao ouvido do gémeo e abanando-lhe o corpo.

- Deixa-me Bill! Vai chatear outro...

- Mas tu esqueceste-te?

- De quê? - perguntou Tom ainda de olhos fechados e amarrado à almofada.

- Do convite! Lembraste da parte do "Amanhã de manhã vamos convida-las para jantar"?

- Vai tu sozinho e deixa-me dormir...

- Tom Kaulitz! - disse Bill zangado.

- Ok, ok. És mesmo chato, Bill... Dá-me só 20 minutos!

 

Maria foi abrir a porta quando ouviu alguém a bater.

- Olá Maria. Bom dia! - cumprimentou Bill e Tom sorrindo.

- Olá meninos! - disse ela surpreendida - Que fazem aqui? Passa-se alguma coisa?

- Não, não! Na verdade viemos fazer um convite... A Ana?

- A Ana está a tomar banho. Um convite? - perguntou Maria curiosa - Oh desculpem, estão aí à porta e nem vos disse para entrarem... Entrem!

- Não é preciso Maria, obrigada. - disse Bill - O convite também é para o resto do teu grupo de dança. Leva-nos ao quarto deles e eu explico-te tudo pelo caminho...

- Ok, tudo bem... Deixem-me só ir avisar a Ana!

- Não! - disse Tom amarrando a Maria pelo braço - Eu fico aqui e faço-lhe o convite. Quer dizer, claro que eu só fico aqui se não te importares Maria...

- Eu não me importo, a Ana é que se vai passar quando te vir!

- Eu aguento com ela, não te preocupes! Vai lá com o Bill... - e fechou a porta.

Era a primeira vez que Tom entrava no quarto delas. A verdade é que não era muito diferente do deles, afinal era apenas um quarto de hotel. Reparou num painel cheio de fotografias, onde conseguiu distinguir a Ana, a Maria e o resto dos elementos do grupo delas. Havia lá mais um rapaz que ele nunca vira na vida. Numa das fotografias Ana beijava-o na face e abraçava-o docemente. Reparara que ambos tinham um anel igual no polegar. Ele conhecia aquele anel, sempre que a via ela usava-o. Por momentos tentou perceber se aquilo teria algum significado para ela, ou se era apenas um anel, um acessório.

Sentou-se na cama que ficava à frente da porta da casa de banho e concentrou-se no barulho da àgua a correr... Breves momentos depois o barulho extinguiu-se e Tom começou a ouvir qualquer coisa como isto:

"The stars, the moon, they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart

I took the stars from our eyes, and then I made a map

And knew that somehow I could find my way back
Then I heard your heart beating, you were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you"
Ela estava a cantar e mal sabia quem a estava a ouvir. Tom viu a porta da casa de banho a abrir-se e viu-a. Ela estava com uma toalha branca a tapar o seu corpo molhado, estava curvada com uma toalha nas mãos para enxugar o cabelo e ainda saíam palavras melodiosas transmitidas pelas suas cordas vocais.
- AH - gritou ela quando se endireitou e reparou naquela figura a rir-se e sentada na cama dela. - Que estás aqui a fazer, Tom?
- Já te tinha tirado essa toalha do teu corpo, se não me tivesses assustado com essa tua voz monstruosa.- disse ele não em tom de provoca-la, mas em tom doce o que a surpreendeu.
Ela sorriu.
- O que foi? - perguntou ele sem perceber aquele sorriso inocente.
- Bem para além de pareceres incrivelmente bem disposto, já não és a primeira pessoa a dizer-me que canto mal, Tom...
- Se calhar, porque é a verdade! Tu também pareces anormalmente bem disposta, ainda não me chamas-te nomes,nem me criticas-te, nem me bates-te nem sequer falas-te em tom de mal humorada.
- Eu estou sempre bem disposta, menos para ti... Habitua-te, Tom Kaulitz - disse ela sorrindo - Vá, ainda não me disses-te o que querias...
Ele levantou-se da cama e começou a aproximar-se dela vagarosamente. em resposta ela começou a movimentar o seu corpo de forma a que a distância entre eles não diminuísse.
- Porque te afastas? - perguntou ele a sorrir-lhe perversamente
- Para me dizeres o que queres não precisas de te aproximar de mim...
- Enganas-te!
Enquanto ela andava para trás lentamente as suas costas bateram ligeiramente em algo liso, ela apalpou com as mãos atrás das costas enquanto olhava fixadamente para os olhos de Tom que a enfeitiçavam. Concluiu que não podia afastar-se mais, tinha chegado à parede e agora só o via a aproximar-se cada vez mais dela... até que ele parou mesmo à sua frente. Ela não gostava daquilo, não gostava daquele espaço minúsculo entre ela e ele que mal a deixava respirar. Instantaneamente ergueu as mãos contra o peito dele e tentou afasta-lo, mas o plano dela falhou completamente. Antes de juntar todas as suas forças para o empurrar ele já a tinha amarrado as mãos, como estivesse a adivinhar o que ela iria fazer.
- Lembras-te que já me fizes-te isso, mas não fazes a segunda vez, porque eu não deixo nem quero! - disse ele referindo-se à noite no estúdio, em que foi assim que ela se livrou do beijo que ele tinha em mente.
- Tom... - começou ela, mas os lábios do Tom calaram-na espontaneamente. Ele ainda lhe apertava as mãos para se assegurar que ela não o afastava dele. Ela procurou angustiadamente a lingua dele. Uma loucura efémera apoderou-se do seu ser. Ele libertou-lhe as mãos, ainda inseguro se ela teria forças suficientes para o afastar, mas ela não o fez. Pelo contrário apertou-o descontroladamente e violentamente. Tudo aquilo era estranho. Ele queria-a tão fugazmente que não deslocava os seus lábios dos dela, nem mesmo sequer para respirar. Naquele momento ele preferia morrer abafado nos lábios dela, de que perder um único segundo para se descolar da boca dela e captar oxigénio. Tom agarrou a cinta dela emergencialmente, em troca ela envolveu os seus braços no pescoço dele. Beijavam-se loucamente e desesperadamente. Se cada toque entre os seus corpos se transformasse em faísca, eles estariam em chama. Ali o fogo dos seus corpos, alma e coração consumia-os. Tom atravessou o tronco todo dela com as suas suaves mãos até que parou no seu cabelo ainda húmido. Ela abraçava-o bruscamente contra ela querendo sentir todos os pontos do corpo dele no seu. Ainda não tinham desviado os seus lábios uma única vez. Tom por momentos achou que o que estava a fazer não era beijar uma rapariga, mas sim a consumir droga da pesada. Não conseguia de maneira nenhuma parar e só queria mais. Quando a sua mente voltou lembrou-se que já lhe devia ter tirado aquela toalha do corpo à muito. A verdade é que estava tão deslumbrado com ela que se esquecera completamente de que a parte que vinha a seguir era senti-la ainda mais profundamente. Por momentos pensou que era a primeira vez que fazia aquilo, pois naquele momento escapou-lhe todas as memórias das incontáveis raparigas que ele levara para a cama. Sentia o seu coração a palpitar incontrolavelmente de ansiedade, nervosismo, e algo estranho que ele não distinguia, mas que era algo imensamente poderoso. Procurou furiosamente a toalha do corpo dela e quando faltava apenas um momento para a arrancar, ambos ouviram alguém a arranhar a garganta. Sem pensar afastaram pela primeira vez os seus lábios e os seus corpos a uma velocidade arrebatadora. Já afastados, quase um em cada ponta do quarto repararam no Bill e na Maria que se encontravam completamente boquiabertos com a situação.
feito por danceandtokiohotel às 15:08 | link do post | mimar