Esta Noite Dançamos - Capitulo 6

Este capitulo é muito especial

 

Depois de jantar foram para a discoteca. Ela era realmente famosa porque tiveram que estacionar a 1 km da entrada.

 

- Isto é do cenário! - já estavam lá dentro e o João não escondeu o seu contentamento.

O espaço era enorme e no meio havia uma plataforma acima do nível do chão e estavam duas loiras a dançar.

- O que é aquilo? Elas não dançam, elas só abanam o rabo - disse a Ana incrédula, mas tinha solução - Vamos para lá e mostrar como se dança?

O Filipe nem pensou puxou o braço dele e foi na direcção da plataforma. Os outros seguiram-nos. Subiram todos ao mesmo tempo e começaram a dançar. Pouco tempo depois estava tudo a olhar para eles e as raparigas que estavam lá tinham desaparecido. Dançaram a noite toda.

Eram 5 horas da manhã quando saíram e a Ana e a Maria estavam bastante cansadas.

- Ai eu não vou andar 1 km para chegar ao carro - Ana fez uma cara de dor e apontou para os saltos altos - Como devem imaginar doe-me imenso os pés!

- Não se preocupem, nós vamos buscar o carro! Esperam aqui.

- Obrigada, meninos! - agradeceu a Maria.

 

Elas estavam mesmo à frente da porta da discoteca e já tinham perdido os rapazes de vista quando ouviram uns passos a alta velocidade e risos que vinham de lá de dentro e pareciam vir na direcção delas. Elas não tiveram tempo de se desviar. Dois rapazes caíram em cima delas e ouviu-se algo a partir. Ao lado estavam mais dois a rirem-se da situação.

O que tinha caído em cima da Ana, tinha cabelo comprido e começou a falar em inglês:

- Desculpa, estás bem?

A Ana aceitou a ajuda do braço dele para se levantar. Ia falar mas quando olhou para ele calou-se. Paralisou durante alguns momentos e depois falou finalmente:

- Sim estou bem! - A Ana olhou para o lado e estava o outro rapaz ainda em cima da Maria - Maria? Estás bem?

Ela levantou-se e teve a mesma reacção que a amiga quando viu o rapaz que chocou com ela. Ela nem falou, baixou-se e pegou nuns óculos partidos que estavam no chão.

- Suponho que sejam teus, mas não sei se vais conseguir fazer alguma coisa com eles!

- Os meus óculos... - O rapaz pegou neles e estavam desfeitos.

- Então Gus? Estás preocupado com os óculos? Caís-te em cima de uma rapariga toda gira! - Um de tranças começou a gozar.

A Maria não gostou nada da boca e ele percebeu pelo olhar dela mas não parou de se rir.

Fez-se silêncio durante momentos, mas o de tranças não queria acabar com aquilo assim.

- Ei, vocês não são aquelas raparigas que estavam a dançar lá dentro?

- Sim - disseram ambas ao mesmo tempo.

- Sim? Não dizem mais nada? - O de tranças estava confuso, era impossível elas não os conhecerem - Eu nunca estive perto de duas raparigas durante tanto tempo e que não dessem no mínimo um grito de histeria!

- O que queres dizer com isso? - Ana sabia perfeitamente o que ele queria dizer com aquilo mas não lhe ia dar esse prazer, preferiu fazer-se de ignorante.

- Bem, que não é preciso ter muita inteligência para não nos conheceres! Ou têm vergonha?

'Oh ele abusou' pensou a Ana. Ela acabou com os três passos de distância que havia entre ele e ela. Aproximou-se dele num segundo, puxou-lhe o queixo para ela e explodiu:

- Que eu saiba, não fui eu que tomei uns certos comprimidos para ter força num sitio que eu cá sei, para poder aguentar com todas! - A face dela estava dura e impenetrável, a sua voz estava forte e decidida a humilha-lo ali mesmo. Olhava-o nos olhos enquanto falava - Ainda queres falar de inteligência e vergonha?

Os outros riram-se. Nunca ninguém o tinha atacado assim muito menos uma rapariga.

- Ana chega! - Maria estava tão envergonhada com aquilo.

A Ana ainda estava na mesmo posição quando Maria falou, mas depois afastou-se e com um sorriso sarcástico disse:

- Não se trata de inteligência ou vergonha, Tom - Ela reparou na mudança de expressão dele quando disse o seu nome. - Trata-se apenas de desprezo.

- Estou a ver que não são propriamente nossos fãs! - Falou o de polpa pela primeira vez - Desculpem o meu irmão Tom, mas ele não está habituado a ser rejeitado ou desprezado por raparigas, muito menos por raparigas tão bonitas!

A Maria corou e a Ana apenas sorriu e desviou o olhar em direcção à estrada e sorriu novamente.

- Eles chegaram, Maria! Vamos.

Ela ia começar a caminha em direcção ao carro mas não o fez. O Filipe já estava fora do carro e a correr na direcção delas.

- Vamos meninas? - ele sorria, mas quando olhou para aquelas quatro figuras paralisou e gritou:

- VOCÊS SÃO OS... TOKIO HOTEL!

Gritou tão alto que as pessoas que ainda estavam na rua àquela hora olharam todas para eles. Num ápice começaram a correr em direcção deles e só se ouvia gritos e risos de histeria.

- FUJAM! - disse o Bill para o resto da banda.

Começaram a correr e uma multidão de pessoas, principalmente raparigas acompanhavam-nos sem desistir. Filipe estava completamente arrasado.

- UPS, acho que falei alto demais!

feito por danceandtokiohotel às 10:16 | link do post | mimar